Eu sempre achei que a grande diferença entre as universidades particulares e públicas estavam no seu corpo discente. Hoje eu tenho certeza.
Estou no primeiro período de publicidade e propaganda em uma universidade particular aqui no Rio. Lá, conto com uma ótima infra-estrutura: bibliotecas, laboratório de informática equipado com os softwares mais recentes, laboratório de Machintosh para as aulas de design gráfico e criação, uma ilha de edição para a galera da produção, além de uma agência de publicidade modelo na qual estou estagiando. Parece tudo perfeito, mas só até entrar na sala de aula onde tenho que ouvir coisas terríveis como: "Professor, quem foi Nietzsche?", "Professora, eu nunca soube quando é objeto direto ou indireto.", "Quem(?) é o CONAR?", "O que é uma peça all-type?". Além de outras coisas bizarras. Fico me perguntando como que pessoas como essas tem coragem de entrar em uma faculdade de comunicação. É revoltante e engraçado ao mesmo tempo.
Por outro lado, também estou no primeiro período de geografia na UERJ. Onde vivo o oposto da situação acima. Enquanto os laboratórios de hidrologia e análise de solos estão desabando (assim como a estrutura do prédio), a xerox vive quebrada e assaltos ocorrem a qualquer momento dentro do campus, dentro das salas de aula eu tenho contato com uma galera extremamente politizada que discute Milton Santos e Yves Lacoste sem medo de dizer o que pensa para o professor.
Devo trancar a faculdade de geografia no segundo semestre. A paixão pela publicidade sempre falou mais alto. Mas vou começar a anotar as perguntas idiotas para ter do que rir nos momento de tédio.
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